Muito tempo longe

11 07 2009

Ando afastado do meu blog. Muito afastado na verdade. Pra quem não sabe assumi a gerência do SAGED no final de março. SAGED que dizer Santo André Gestão Empresarial Desportiva Ltda e é a empresa que administra o futebol do Santo André. É uma empresa mesmo, independente do clube. Fico em um Centro Empresarial, em um prédio comercial, em uma estrutura não muito convencional para um clube de futebol. Algo legal, interessante, promissor.

Ando afastado porque tenho muita coisa pra fazer por lá. Quem me conhece sabe que não me contento com qualquer coisa, mas também não sou super-herói e não posso fazer tudo que quero de uma só vez. Quero fazer o melhor, só isso. Implantar controles e organizar a administração, o financeiro, o jurídico, o setor de registros, de RH, a contabilidade, o setor de arrecadação, além do próprio futebol, dando melhores condições de trabalho e criando ferramentas para a comissão técnica, preparação física, fisiologia, fisioterapia, rouparia, etc. Além disso preciso organizar o jogo, o evento em si, e estreitar o relacionamento com investidores, patrocinadores e torcedores.

Enquanto isso pretendo criar novas fontes de receita, estruturar o departamento de marketing, melhorar as condições para as categorias de base, trabalhar para aumentar a satisfação dos atletas, funcionários e investidores, além da própria direção, trabalhando principalmente em melhorias na comunicação, após garantir a melhoria dos processos internos.

Dá pra perceber que tem bastante coisa pra ser feita… e tem mesmo, mais do que parece. Isso me toma muito tempo, normalmente mais de 15 horas por dia, sem contar o deslocamento de casa até lá, uns 50 minutos (já cheguei a ficar lá mais de 18 horas num dia, ininterruptas, mais de uma vez!). Melhoro isso assim que conseguir mudar lá pra perto e organizar umas coisinhas básicas. Aí segue o trabalho normal.

Neste período o Dicas e Fatos também está quase parado. Não ando nem passando por lá, a não ser pra responder alguns comentários de vez em quando. O que faço ocasionalmente é mandar algo pro Twitter (http://twitter.com/alessandrogon), já que pra lá consigo escrever do celular ou da tela do meu note, mesmo sem abrir o nagevador, algo prático e rápido.

O único site que mexi nos últimos dias foi criado especificamente para uso pela minha equipe e ainda está em processo inicial de desenvolvimento. É uma espécie de portal corporativo que está surgindo por lá. Tomara que funcione bem.

Ah, pra não esquecer: estou estudando novamente. Então acabei com meu tempo disponível mesmo…

Bom, no fim, todos nós temos todo o tempo do mundo. Aproveite bem o seu.

Em breve espero voltar mais pra cá. Estou longe do blog mas estarei sempre por perto. Me procurem sempre que precisarem. Abraços!





Se o colega é mais competente, faça dele o seu chefe

14 03 2009

De uma das mensagens de Stephen Kanitz, pessoa admirável e que deve ser lida e relida sempre:

Alunos de Harvard ouvem de seus professores o seguinte conselho: “Se um dia você encontrar alguém, um colega ou um subordinado, mais competente que você, faça dele o seu chefe, e suba na vida com ele”.

Este pensamento é brilhante, até óbvio, mas absurdamente contrariado. 

Infelizmente em parte das empresas, um colega de trabalho que começa a despontar tem mais chances de ser boicotado do que de ser levado à chefia.

O interessante é que li este artigo justamente num momento em que procuro muito mais um bom chefe do que um bom ramo de atividade ou um bom salário, pois neste momento da vida acho muito mais interessante conviver e aprender com um superior competente do que ter segurança, estabilidade ou dinheiro imediato.

Kanitz também parece ter a mesma opinião, sinal de que não devo estar tão errado, pois sugere, com sabedoria, que da próxima vez que encontrar um amigo, em vez de perguntar se a empresa dele paga bem, pergunte quem são os chefes e líderes. É o que venho tentando descobrir, mas não é fácil.

Já tive chefes competentes e alguns outros nem tanto, e por experiência própria posso dizer que essa busca realmente vale a pena.

Mas atenção, se vai seguir este conselho, saiba que chefe bom não quer dizer chefe bonzinho, muito pelo contrário, o líder sempre bonzinho não é nada bom. Chefe bom é chefe competente, muitas vezes muito exigente, mas justo, íntegro, inspirador, ICE.

Se você é chefe e não é assim, procure melhorar, se esforce para ser sempre o mais competente. Mas se tem um subordinado mais competente do que você, não tenha dúvidas, trabalhe para que ele seja seu chefe. Você só tem a ganhar.





Departamento de Business Technology

3 03 2009

Centro de Processamento de Dados, Setor de Computação, Departamento de Informática, Departamento de Tecnologia da Informação (TI). Não é só o nome que está mudando, mas o conceito, o modo de trabalho e principalmente o objetivo da área de tecnologia dentro das empresas. É uma agradável evolução, já que gradativamente a tecnologia deixa de ter um papel voltado basicamente ao suporte, para contribuir com o negócio principal da empresa, fazendo com que os profissionais de TI tenham que ter cada vez mais uma visão ampla de negócios, além do conhecimento técnico.

O profissional de TI que quer estar preparado para o futuro precisa entender que o objetivo principal do seu trabalho não está voltado ao projeto ou à solução tecnológica em si, mas aos resultados da empresa. O que importa é alcançar os objetivos estratégicos e a tecnologia precisa contribuir diretamente com isso.

Muito ainda está por vir e quem sabe ainda não poderemos trabalhar em um  Departamento de “Business Technology”, conforme diz Cassio Dreyfuss, do Gartner. Como profissional de TI continuamente dedicado ao aperfeiçoamento pessoal em negócios, torço por isso!





Ser bom funcionário não é suficiente

28 02 2009

Você acha que faz um bom trabalho? Sabia que isso não é suficiente?

Na verdade esse pode ser um dos maiores problemas das empresas: os bons funcionários. Maus funcionários são problemas temporários, pois acabam saindo, mas os bons, que fazem o que deve ser feito mas não fazem nada de excepcional, muitas vezes preocupam os gestores.

Não dá pra dizer que não se gosta do bom funcionário, mas também é difícil admirá-los. Fazem tudo direitinho, mas fazem apenas o que deveria ser feito. Fazem o mínimo, o necessário.

Um dos grandes segredos das empresas expecionais, que crescem consistentemente ao longo do tempo, são os funcionários excepcionais. Estes são difíceis de ser encontrados e mantidos, e fazem sempre mais do que deveria ser feito, enfim, trazem resultados excepcionais.

Se é funcionário e pensa em pedir aumento, pense antes em qual grupo se enquadra.

Se é líder, pense em como estimular seus funcionários, tenha atenção nas contratações e trabalhe para manter um ambiente estimulante.

Leia mais, de quem também concorda com isso: Empresas Feitas para Vencer





Tire a pedra

14 02 2009

Nunca falo sobre religião, mas há poucos dias encontrei  algo que vale a pena ser dito:

Li sobre a passagem em que Jesus ressuscitou Lázaro. Ocorre que o corpo de Lázaro estava em uma espécie de caverna, fechada por uma grande pedra, e neste episódio Jesus disse às pessoas que lá estavam: “Tirem a pedra!”.

Alguns podem ter pensado: “Mas se ele pode ressuscitar uma pessoa, como não pode tirar uma pedra?”.

Este é exatamente o ponto que me chamou a atenção. Ressuscitar foi o trabalho dele, mas tirar a pedra era algo que as pessoas poderiam fazer. Todos nós poderíamos fazer isso.

Quantas vezes nós pedimos algo a Deus mas não nos movemos para tirar a pedra? Queremos que tudo seja feito e não fazemos a nossa parte. Deus pode até ter feito o que pedimos, mas se não tiramos a nossa pedra talvez nem saibamos disso.

Assim, quando pedir algo, não fique sentado esperando acontecer. Levante-se e faça o mais fácil, tire a sua pedra. O difícil ele faz.





Pessoas ICE

26 01 2009

Considero que um dos maiores desafios da vida (e um dos melhores caminhos) seja encontrar pessoas competentes para que possamos nos juntar a elas.

Defini um termo para as pessoas que normalmente procuro (e que nem sempre encontro). São pessoas ICE:
I – Íntegra
C – Competente
E – Equilibrada

Integridade não se discute, é imprescindível.  Se não tiver não serve. Ponto final.

Competência é algo necessário. Devemos nos cercar de pessoas competentes, e sempre que possível devemos buscar conviver com pessoas melhores do que nós mesmos.  Quero viver com gente que faz acontecer. São esses que nos inspiram e nos puxam pra cima. E com esses é que cresceremos.

Equilíbrio é de algo de extrema importância, e se aplica a muita coisa. Equilibrado quer dizer nem muito mais, nem muito menos. Quer dizer que a pessoa sabe dosar, de acordo com a situação. Sabe correr riscos sem ser irresponsável, sabe falar sem incomodar, sabe se impor sem ser agressivo, sabe brincar sem ser brincalhão. Sabe que tem que ir, mas que tem que respeitar os limites.

Enfim, procure sempre pessoas ICE, conviva com gente melhor que você, aprenda com elas, ensine quem está por baixo, aumente suas chances no mundo e aumente as chances do mundo.

Visite: www.dicasefatos.com.br





Vantagens da crise

26 01 2009

Além de ações de boas empresas a preços baixos, a crise atual traz uma outra oportunidade: há muito profissional bom sem emprego. O que tem de bom nisso? Lógico que é muito ruim saber que há gente sendo demitida, no entanto quando é que você teria a chance de contratar uma dessas pessoas sem pagar altíssimos salários, ou até mesmo convencê-las a abrir uma empresa com você?

Mas abrir uma empresa agora, num momento em que outras empresas estão fechando? Sim, desde que saiba o que está fazendo, faça um bom plano de negócios, tenha um bom planejamento e se dedique para executá-lo bem. Os juros não são os melhores, mas quando é que se conseguiria comprar algumas coisas tão baratas como é possível hoje? E como é que conseguiríamos convencer os tais profissionais competentes a trabalhar com a gente em outra época?

Este momento é sensacional. Dá vontade de vender tudo e investir em novos negócios, comprar ações, etc. Pode ser coisa de maluco, mas são eles que mudam o mundo.

Aproveite a crise e viva em abundância em breve.





Aprenda dentro do carro

9 01 2009

Durante uma viagem longa ou no trânsito é possível aprender muito. Como? Ouvindo livros, palestras, entrevistas, podcasts, etc.

Costumo sempre ter mais de um áudio livro no carro e ouvi nos últimos meses livros como: O Monge e o Executivo, Como se tornar um líder servidor, Heróis de Verdade e as 21 Irrefutáveis Lei da Liderança.

Além de livros, há uma série de arquivos de áudio que podem ser baixados em um CD e levados para o carro. Tenho montado CDs com horas de boas palestras e entrevistas para minhas viagens. Alguns dos endereços que uso já deixei no meu outro site, e meu último “achado” foram as palestras da Expo Management, que geralmente são muito boas.

Naturalmente, é muito mais fácil encontrar podcasts sobre assuntos ligados à tecnologia, porém encontrei muita coisa boa sobre assuntos que me interessam, além da própria tecnologia, como comportamento, gestão e gerenciamento de projetos.

Além disso, este é um ótimo método para treinar o inglês, e alguns podcasts são específicos para isso.  Seguem dois ótimos:

English as a Second Language
Em alguns conversam primeiramente em uma velocidade bem baixa e depois na velocidade normal. Ótimo para quem precisa treinar o listening.

The Word Nerds
Sobre palavras que usamos em inglês, em conversas de mais de 40 minutos.

Veja aqui mais detalhes e outros podcasts para treinar o inglês.

Assim aproveite seu tempo e não fique mais tão aborrecido no trânsito. Quanto mais demorar, mais vai aprender!





Eu e o desenvolvimento de software

9 01 2009

Sou desenvolvedor de software? Já fui e sempre serei mas não sou.

Explicando melhor: todos nós escrevemos, sabemos como pegar uma caneta e expressar idéias no papel, mas nem por isso precisamos trabalhar como escritores e não é por isso que deixaremos de escrever. Escrevemos porque é necessário e isso nos ajuda em diversas situações cotidianas.

É exatamente isso que faço com software. Sei desenvolver software mas já não sou desenvolvedor, apenas crio softwares para resolver problemas que podem ser resolvidos com softwares. Naturalmente podemos não escrever tão bem como escreve um bom escritor, do mesmo modo que já não desenvolvo softwares como desenvolveria se fosse exclusivamente um profissional de software, pois meu foco hoje é outro e já não vivo isso no meu dia-a-dia, ou seja, me atualizo, pesquiso e aprendo sobre linguagens e ambientes novos para saber o que posso usar em situações distintas, pesquiso sobre Design Patterns para saber como criar melhores softwares, mas não tenho a vivência diária necessária para conhecer e resolver todos os problemas da melhor forma possível, preciso pesquisar e testar um pouco mais, mas faço o que ter que ser feito, geralmente alcançando ótimos resultados para quem precisa do software.

Na verdade meu foco deixou de ser “criar sistemas” e passou a ser “criar soluções”. E soluções nem sempre dependem de software, muitas vezes dependem de mudança de cultura, de inovação na gestão, de definição de metas, de execução eficaz de planejamentos, de gerenciamento de projetos, de análise profunda, de resolução de conflitos, de negociação, de atenção às pessoas, de busca de causas, entre outras coisas. Algumas vezes um software facilita, mas ele é só uma ferramenta, parte de um sistema complexo que é a nossa vida pessoal e corporativa. Assim, crio o software necessário, que me ajuda e ajuda outras pessoas, simples e prático, objetivo e suficiente, assim como escrevo uma mensagem ou uma carta quando necessário.

O que conheci e usei nos últimos anos (desde 1986):
-Basic (Basic mesmo, nem Turbo, nem Visual nem nada, Basic, básico);
-Assembler, do Z80;
-dBase;
-Clipper, muito Clipper;
-Delphi;
-VB/VBA/VB.Net;
-C#.
E o que venho aprendendo:
-Ruby on Rails (fantástico!);
-Flex (Rich Internet Applications, esse é o caminho!).

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Estude não só para aprender

10 11 2008

Aprender sempre é importante para que possamos melhorar nossos resultados na vida. Mas nem sempre o estudo serve para que possamos simplesmente aprender algo novo.

Muitas vezes encontro durante os meus estudos, seja em livros ou em cursos formais, assuntos que me chamam muito a atenção e então passo a gostar deles após algum estudo adicional.

Por que passei a olhar com mais atenção para o Planejamento Estratégico e Balanced Scorecard somente em 2004? Porque passei a conhecê-los melhor através de cursos e livros somente nesta época. Por que só agora gosto do Pensamento Lean, de Six Sigma e de GTD? Simplesmente porque antes nem sabia que estas coisas existiam ou não sabia o que queriam dizer. Mas se não tivesse feito alguns cursos, continuaria não sabendo, então meu principal benefício nestes cursos nem sempre foi o que aprendi, mas o que conheci, o que soube que não sabia. Foi importante para saber do que gosto e até do que não gosto.

As escolhas que faremos para nossas vidas e nossas carreiras sempre dependerão do que sabemos e certamente existe uma grande quantidade de assuntos interessantes que ainda não conhecemos. Já parou para pensar sobre quanta coisa interessante você pode estar deixando de fazer simplesmente porque não conhece? Já parou para pensar em como poderia estar sendo mais feliz e ganhando mais dinheiro trabalhando em algo que te traga mais satisfação mas que hoje você nem sabe que existe?

Sugiro que leia livros e que faça cursos. Sugiro que pesquise na internet sobre coisas que te chamem a atenção, e então leia sobre cada assunto que possa parecer interessante procurando assuntos relacionados. Sugiro que continue sempre em busca de coisas legais pra fazer. E espero que encontre algo que te fascine.





Futebol x GP: os extremos da gestão

18 10 2008

Publicado na  revista Exame, edição 929: “Se existe algo que define a cultura do fundo GP Investimentos, certamente é a sua obsessão por resultados. Nada menos que 70% da remuneração de seus executivos é paga na forma de bônus atrelados ao desempenho individual – e a pressão que vem daí transformou a GP e as empresas do grupo no que se convencionou chamar de ‘máquina de moer gente’. Ou seja, quem vai bem ganha muito dinheiro e cresce. Quem vai mal ganha pouco (num primeiro momento) e fica pelo caminho (o destino derradeiro).”

Realmente, não dá pra não querer trabalhar nesta empresa… mas continuo firme com meus objetivos, no outro extremo, em que falta gestão, o futebol, justamente buscando formas de levar os clubes que controlam o esporte mais popular do país a caminhos melhores, a adotar boas práticas de gestão, a saber o que é meritocracia e algumas coisinhas mais.

Além do desenvolvimento do novo software de gestão de futebol, atualmente estudo os critérios da Fundação Nacional de Qualidade e os do Prêmio Paulista de Qualidade da Gestão e busco formas de fazer com que os dirigentes desejem realmente adotar boas práticas.

Não será nada fácil, mas pra quem se dispõe a entrar na “máquina de moer gente”, parece que tenho duas penelas com água fervendo na minha frente e só preciso escolhar em qual entrar.

Uma coisa é certa, em qualquer uma delas o resultado será gratificante. Pronto para pular!

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O Google trocou meu almoço

12 09 2008

No Google se encontra resposta pra tudo. Mas nem sempre as coisas saem como o planejado.
Há alguns dias resolvi incrementar meu almoço com um ovo frito. Não sei fritar um ovo, mas esse era o problema e precisava da solução, então logo me veio a idéia: Google!

Ocorre que no meio de tantas páginas sérias sobre como fritar um ovo, entrei justamente na que tinha o texto a seguir:

Como fritar um ovo
Para homens solteiros e casados

Pega numa frigideira.
Não, isso é uma panela e eu disse frigideira.
Isso, essa ai em baixo que não sabes pra que serve.

Põe óleo. Põe mais, isso é pouco. Agora pega num ovo. Aiiiiiii.
Limpa isso. Nãooooooooo,
com o pano do limpar pratos não, pega numa toalha.

Deixa o cachorro lamber que não faz mal. Pega noutro ovo.
Bate com o ovo no cantinho do fogão e… De novo???
Desliga o fogo e pega a toalha.
Limpa senão fica grudado e é mais difícil de limpar.

Pega um outro ovo. Bate gentilmente e abre dentro da frigideira.
DENTRO, DISSE EU !!!! Limpa outra vez com a toalha.
Pega numa xícara. Não é de café, aí não cabe um ovo, dah?
Isso, essa tá boa. Agora parte o ovo dentro dela.

Tira as casquinhas de dentro. Liga o fogo de novo.
Põe a frigideira no fogo, energúmeno!
PARA DE BRINCAR COM O OVO!

Agora que o óleo está quente, põem o ovo na frigideira.
Gênio, acertaste!

Pega numa colher e deita óleo em cima do ovo pra ele ficar bonito.
Não deites no fogão e ovo não é panqueca pra quereres mandar pra cima.

Pega numa escumadeira.
Isso com furinhos pra escorrer o óleo.
Agora é só tirares o ovo e pores no prato.
Perfei…………… Ahhhh não….
Limpa com a toalha ou deixa o cachorro comer.

Liga pra Telepizza e pede uma pizza.
E tira esse avental… tás ridículo!

Bom, terminei de ler e resolvi olhar melhor no armário. Desisti do ovo. Acabei encontrando um Miojo.

O Google me tirou um ovo, mas me salvou de uma sujeira. Quando se pode fazer algo para reduzir os riscos, é sempre bom fazê-lo.

Cozinha realmente não é meu forte.

Obs.: estava jantando enquanto escrevia esta mensagem. Pra variar derrubei um bom tanto de arroz na mesa do meu computador. Sei lá, mas caiu de repente…

Ocorre que como tenho filhos pequenos, que vivem derrubando arroz pra todo lado, aprendi um truque para isso. Não tente pegar no mesmo momento, ficam grudentos demais. Espere um tempo e ficarão sequinhos e aí fica bem mais fácil.

Abraços!

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O futebol, a fábrica de sabonetes e o banco

17 08 2008

Ao mesmo tempo que estou sempre analisando novos caminhos na minha dedicada luta para aumentar minha “sorte”, vejo que caminhos já trilhados merecem bastante atenção. Quando olho para o futebol brasileiro, vejo ainda uma realidade bastante distante da que vislumbro para o setor. Não falo do que ocorre nas partidas, pois, considerando o meu limitado conhecimento técnico e tático de um jogo de futebol, prefiro não opinar sobre o que ocorre dentro de campo, mas falo da gestão das equipes, indiscutivelmente bastante atrasadas quando se comparam as metodologias adotadas e se verificam as boas práticas de gestão utilizadas pelas boas empresas.

Como já ouvi diversas vezes que “no futebol é diferente”, como sei que ainda ouvirei isso, e como conheço profundamente como funciona um dos maiores clube do futebol brasileiro e pude ainda conhecer alguns outros do país, reafirmo o que já disse em um dos meus artigos da Cidade do Futebol, sim, futebol é diferente, tão diferente quanto uma fábrica de sabonetes é de um banco, e conheço fábricas de sabonetes com ótimos processos e ótimos resultados e bancos de extremo sucesso, ambos com suas particularidades mas buscando soluções que não podem seguir outro caminho a não ser a busca constante pela excelência em gestão.

Enfim, apesar de olhar com atenção o que ocorre no mundo, constantemente analisando diversos segmentos do mercado, sinto que poderia estar sendo até mesmo um pouco egoísta se, pelo bom relacionamento conquistado no meio, baseado em bons resultados, deixasse de buscar soluções para o futebol brasileiro, e continuo lutando para levar o mínimo do que se faz nas empresas de sucesso para o esporte, a ponto de buscar atualmente alternativas viáveis para que clubes menores se estruturem, ao mesmo tempo em que novas soluções para os grandes continuam em estudo e desenvolvimento, afinal são grandes apenas no tamanho e no faturamento (mal utilizado), pois, com raras excessões, são tão desestruturados quanto os pequenos.

Não podemos, no entanto, desperdiçar tempo com clubes que não querem efetivamente melhorar, em que haja falta de seriedade, falta de vontade e excesso de política. Felizmente há um outro lado, de dirigentes que buscam gestores sérios e competentes e que desejam o sucesso das suas equipes, acima de interesses pessoais, e esses merecem atenção pois são as boas decisões de hoje que definirão o lugar em que estará o futebol brasileiro nos próximos anos.

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As lições de Phelps. Ser campeão é apenas consequência.

17 08 2008

Hoje ouvi o Michael Phelps dizendo que ouviu de uma professora que nunca teria sucesso na vida. Acho que ele conseguiu mostrar que ela estava errada.

Daqui se tira uma importante lição: ignore totalmente as coisas estupidas que algumas pessoas te dizem de vez em quando.

Resolvi então pesquisar um pouco mais sobre os treinamentos dele e algumas coisas chamam a atenção:

“Em janeiro, Phelps seguiu para o Centro de Treinamento Olímpico dos Estados Unidos para um mês de preparação. Nadou cerca de 12.000 a 16.000 metros por dia, combinando a rotina com musculação, exercícios cardiorespiratórios e, principalmente, treinamentos para grandes altitudes.”

“Intensificação do treinamento (80.000 a 90.000 metros por semana).”

“Redução do volume (60.000 metros por semana).”

“…treina 365 dias por ano (no dia de Natal apenas um vez)…”

Já conhecia um pouco dessa rotina de treinamento de Phelps, mas sempre soube que ele ficava uns 4 dias por ano sem treinar. Nem sempre, algumas vezes ele treina todos os dias do ano.

Percebe-se que o fato do cara ser campeão por várias vezes, recordista mundial, um fenômeno, não é por acaso, não é porque nasceu nos Estados Unidos, não é porque nasceu “melhor” que os outros e nem porque teve sorte na vida. É porque se prepara, se dedica ao extremo, faz com vontade o que se propõe a fazer.

Certamente Phelps começa a nadar e simplesmente faz o que ele está acostumado a fazer todo dia. No final chega na frente porque se preparou mais, porque se dedicou mais. Que o comportamento do melhor atleta olímpico de todos os tempos possa mostrar ao mundo que não há mágica no sucesso. Há suor e determinação.

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Meu sonho envolve trabalhar mais

12 08 2008

Enquanto muita gente sonha em ganhar muito dinheiro para parar de trabalhar, boa parte dos meus sonhos envolvem trabalhar ainda mais… rs. Uma das atividades mais interessantes que já encontrei são os gestores de fundos de Private Equity. Explicando de forma simplificada, são gestoras de fundos de capital de risco, que captam recursos no mercado através de investidores, compram participação em empresas, atuam na gestão destas empresas de forma a fazer com que fiquem mais eficientes e lucrativas e finalmente fazem o desinvestimento.

Dentre as várias gestoras de fundos que atuam na área, a que mais me chama atenção, na verdade a empresa que mais me atrai no país, é a GP Investimentos, com a sua fórmula baseada em trabalho duro, competição aberta, meritocracia e obsessão por resultados. Realmente fascinante!

Assim, me lembro que há algum tempo, quando falava sobre meus sonhos, cheguei a dizer que gostaria de ser presidente, e da Ferrari, mas ultimamente ando tão entusiasmado com os gestores de private equity que “adaptei” este sonho. Quero é ser sócio da GP Investimentos, adquirir a Ferrari, e então ser o presidente da empresa dos cavalinhos. Ficou bom, né. Sim, dá um trabalhinho, tenho que aprender italiano e “algumas coisinhas a mais”, mas pra realizar um sonho vale a pena.