Ontem tive duas agradáveis surpresas ao resolver procurar uma comunidade sobre o Cat Stevens no Orkut. Eu já havia visto no DVD Majikat (excelente!) que ele havia se convertido ao islamismo e agora se chama Yusuf Islam. A entrevista no DVD onde ele conta a história sobre sua conversão é muito interessante, e inclusive me fez começar a ver o islamismo de outra forma e até mesmo a admirá-lo.
Mas a primeira boa surpresa foi saber que após quase 30 anos, agora como Yusuf Islam, ele voltou a cantar:
E é muito legal saber que o cara, que fez muito sucesso nos anos 70, vendeu milhões de discos e tinha muito dinheiro e fama, acabou encontrando a plenitude da vida após o início de uma nova jornada dedicada a ajudar outras pessoas. Nestes últimos anos ele dedica-se a atividades beneficentes e educacionais em prol da religião e já fundou três escolas muçulmanas em Londres e uma organização sem fins lucrativos, Small Kindness, reconhecida pela ONU e através da qual presta ajuda aos órfãos de conflitos como Bósnia, Kosovo e Iraque.
Tem ainda um site muito bonito:
http://www.yusufislam.com
Outra surpresa agradável foi ter encontrado justamente nesta comunidade do Cat Stevens um tópico que leva a um vídeo no mínino surpreendente, realmente uma lição de vida:
Se cada um fizer pelo menos um pequeno esforço para ajudar o próximo, sem dúvida teremos um lugar melhor para se viver!
Abraços!


É as pessoas são realmente surpreendentes.
A idéia do Islã me assusta um pouco, o conceito é bom, mas o que não gosto é do fanatismo, pois o mundo todo está errado, e somente o Islã está correto, e para provar isso usam de força, independente de como seja usada para atingir objetivos, inclusive o próprio Cat já foi autor de atentados, é mole?
Vale refletir a respeito.
Não, não vejo o Islam assim não. Até porque o que tem divulgação são os atos de extremistas, e estes sim causam mal ao mundo. A grande maioria, pessoas normais e de bom coração, obviamente não serão mostradas nos noticiários e a imagem que chega ao ocidente sempre será injustamente negativa.
Quanto ao próprio Cat Stevens, ele foi impedido de entrar nos EUA em 2004, por acusação não confirmada e que pelas várias notícias foram inverídicas, de que teria colaborado financeiramente com grupos ligados ao terrorismo. Neste caso sinceramente acredito muito mais nele do que no Bush.
E ao mesmo tempo tempo em que era barrado nos EUA ele recebia um o Prêmio Homem pela Paz em Roma, sendo homenageado por Mikhail Gorbachev (http://www.sistemas.aids.gov.br/imprensa/Noticias.asp?NOTCod=60645). Assim realmente o que vi foi uma bela confusão no vôo em que ele estava, com os nomes “Yusuf” e “Youssouf” e as belas ações prestadas pela sua organização que arrecada dinheiro para crianças e famílias que sofrem com a pobreza e as guerras, além das doações em dinheiro às vítimas do atentado de 11 de Setembro e à luta contra a Aids na África do Sul. Isso pra mim vale mais que a lista de nomes elaborada pelo governo do Bush, este sim perigoso e adepto ao uso da força.
É, talvez você tenha razão, mas o que me aflige são extremistas de qualquer natureza. Não sou feminista, sou feminina, mas a maneira como o profeta Maomé define a mulher no Corão me dá arrepios, talvez por isso fique tão reticente; estou lendo um livro interessante chamado Viagem de Théo, é sobre religões comparadas, vou te emprestar.
Sinto saudades de Cat Stevens/Yusuf Islam, seja o nome que for, trata-se de uma só pessoa, que teve suas mudanças, se foram p/melhor ou pior, nem sei dizer, o importante é que ele seja feliz; mas que faz falta faz sim e muita…., suas musicas possuem uma sonoridade sem igual, o timbre de voz e toda a energia que vem é fantastica. Religião como o nome diz, é religar o homem à Deus e consequentemente a própria vida, ao próprio homem. foi uma pena que esta religação o afastou de nós, mas c/diz o ditado, antes tarde do que nunca, parece que após longos 30 anos de amadurecimento e aceitação, o bom moço esta de volta e que tomara que sua linda voz, e suas canções percorram o mundo todo e volte a nos fazer um pouco mais felizes. Conheço muito pouco do islamismo, pq o que chega é assustador, mas isso ñ quer dizer que todos sejam extremistas e cruéis, conheço vários mulçumanos que são uns encantos de pessoas, mas tb conheci mulçumanos “doidos de pedra”.
O ser humano é assim, capaz de atos sublimes e atos barbaros; então é melhor pegarmos o melhor que cada um tem a dar e seguir em frente.
Será que morar por 1 ano no Brasil, Cat Stevens ñ percebeu, que a melhor coisa é esta salada de frutas, de tipos, raças, religião, todos convivendo e aprendendo e se respeitando?
Ângela,
Infelizmente muitas vezes o que vai para a mídia é o lado negativo das coisas, e com o islamismo ocorre exatamente isso. A TV não mostra os bons muçulmanos, que são a grande maioria, porque pouca gente iria querer assistir. Do mesmo modo que assistimos nossos jornais e vemos cristãos assaltando, matando, etc, mas sabemos que a população é formada em sua maioria por pessoas boas. A religião deles é linda, busca a paz e a bondade. Foi justamente essa mudança do Cat que me fez pesquisar mais sobre isso.
Nos DVDs dele, fantásticos por sinal, chamados Majikat (ainda como Cat Stevens) e Yusuf´s Cafe Session (recente, já como Yusuf), ele conta esta história da mudança e eu apostaria que o atual Yusuf é uma pessoa que traz muito mais coisas boas para o mundo do que o Cat. Não que o Cat não fosse bom, mas me parece que era um jovem rebelde, algo natural para alguém com a idade e o sucesso que ele tinha na época. O Yusuf tem efetivamente trabalhado para ajudar muita gente e sinceramente, gosto mais dele hoje, incluindo as músicas, que normalmente trazem uma mensagem muito bonita.
Sucesso para você e obrigado pela visita!